PAPA LEÃO XIV. 19/03/2026
A Liturgia nos convida hoje a meditar sobre a figura de São José, apresentando-o, em particular, no momento em que Deus lhe revela, em sonho, a sua missão.
Propõe-se-nos, assim, uma página muito bonita da história da salvação, cujo protagonista é um homem frágil e falível como nós, mas, ao mesmo tempo, corajoso e forte na fé.
O evangelista Mateus chama-o de “homem justo”, o que o caracteriza como um piedoso israelita, cumpridor da Lei e assíduo da sinagoga. Além disso, porém, José de Nazaré aparece-nos também como uma pessoa extremamente sensível e humana.
Diante de uma situação difícil de compreender e aceitar em relação à sua futura esposa, antes mesmo de o Anjo lhe revelar o mistério que está para se realizar em Maria, ele não opta pelo escândalo e pela condenação pública. Mostra, deste modo, compreender o sentido mais profundo da sua própria observância religiosa: o da misericórdia.
Todavia, a pureza e a nobreza dos seus sentimentos tornam-se ainda mais evidentes quando o Senhor, num sonho, lhe revela o seu plano de salvação, indicando o papel inesperado que deverá assumir: ser o esposo da Virgem Mãe do Messias.
Aqui, com um grande ato de fé, José abandona também a última margem das suas certezas e faz-se ao largo rumo a um futuro que está agora totalmente nas mãos de Deus.