São José, servidor de Cristo. (Ele veio habitar entre nós! #18)

CONHECENDO A PESSOA, A MISSÃO E A ESPIRITUALIDADE DE SÃO JOSÉ, por Padre José Antônio Bertolin, Oblato de São José.

18º dia – São José, o servidor de Cristo

O exercício da paternidade de São José foi um serviço do qual a fragilidade da humanidade de Jesus tinha necessidade, e esse seu  serviço paterno a Jesus é uma fonte de inspiração para a pastoral

  • Buscando o crescimento espiritual: A maneira simples, dócil e humilde com que São José serviu Jesus fazendo da sua vida um serviço, um sacrifício, ao mistério da Encarnação e à missão redentora, será a minha inspiração como cristão para o serviço aos meus irmãos e irmãs
  • O títuloSão José, servidor de Cristo encontramos em sua Ladainha, o qual foi acrescentado pelo Papa Francisco partindo da afirmação que o Papa Paulo VI fez no dia 19 de março de 1966 e que foi retomado na Exortação apostólica Redemptoris custos que afirma: “São José foi chamado por Deus para servir diretamente a Pessoa e a missão de Jesus, mediante o exercício da sua paternidade” (Rc 8) e também lembrado na Carta apostólica Patris corde do Papa Francisco. Quando o Papa Paulo VI afirmou que São José foi chamado para servir Jesus, ele quis salientar a sua missão de pai de Jesus e assim a expressou esse serviço voltado “em ter feito da sua vida um serviço, um sacrifício, ao mistério da Encarnação e à missão redentora com o mesmo inseparavelmente ligada; em ter usado da autoridade legal, que lhe competia em relação à Sagrada Família, para lhe fazer o dom total de si mesmo, da sua vida e do seu trabalho; e em ter convertido a sua vocação humana para o amor familiar na sobre-humana oblação de si, do seu coração e de todas as capacidades, no amor que empregou ao serviço do Messias germinado na sua casa”.
  • São José desempenhou totalmente, com exceção na geração de Jesus, todas as responsabilidades atribuídas à sua paternidade em relação a Jesus, acolhendo-o, educando-o, protegendo-o e alimentando-o, amando-o com profundo amor de pai. Em vista disso Orígenes afirma: “José dedicou-lhe o serviço (ministerium) e o amor (affectus), e é por este seu fiel serviço que a Escritura lhe concedeu o nome de pai”. Portanto, o serviço de José a Jesus vai compreendido durante toda a vida de Jesus ou de toda a presença dele na carne, durante os seus trinta anos de existência, dado que José estava a serviço da obra de Cristo e toda ela é salvífica. Por isso, com seu serviço ao Redentor José participou do mistério da nossa salvação como nenhuma outra pessoa, com exceção de Maria, a Mãe do Verbo encarnado.
  • Ao enfatizar esse título, Paulo VI deixa claro que a paternidade de São José foi manifestada na total doação de si ao “Messias germinado na sua casa”; expressão muito bonita que exprime que a sua missão foi de servo de Cristo. Disso se deduz que o perfil de José foi aquele do serviço ao Verbo encarnado, o mesmo serviço que deve classificar e definir a Igreja, a qual precisa ter diante dos olhos a sua humilde maneira de servir a Jesus. Dessa maneira São José se torna um mestre especial “no serviço da missão salvífica de Cristo, que, na Igreja, compete a cada um e a todos: aos esposos e aos pais, àqueles que vivem do trabalho das próprias mãos e de todo e qualquer outro trabalho, às pessoas chamadas para a vida contemplativa e às que são chamadas ao apostolado”(Rc 32).
  • Rezemos: Ó São José, pai do Verbo encarnado, ensinai-me o caminho e sustentai-me a cada passo de minha vida. Conduze-me para onde a Divina Providência quer que eu chegue. Seja longo ou breve o caminho, fácil ou difícil, quer eu veja ou não com os olhos a meta, depressa ou devagar, convosco, ó José, tenho certeza de caminhar com segurança. Amém.
  • Leitura: São José foi chamado por Deus para servir a Pessoa e a missão de Jesus mediante o exercício da sua paternidade: desse modo, precisamente, ele “coopera no grande mistério da Redenção, quando chega a plenitude dos tempos” e é verdadeiramente “ministro da salvação” (Rc 8). A sua paternidade expressou-se concretamente “em ter feito da sua vida um serviço, um sacrifício, ao mistério da Encarnação e à missão redentora com o mesmo inseparavelmente ligada; em ter usado da autoridade legal, que lhe competia em relação à Sagrada Família, para lhe fazer o dom total de si mesmo, da sua vida e do seu trabalho; e em ter convertido a sua vocação humana para o amor familiar na sobre-humana oblação de si, do seu coração e de todas as capacidades, no amor que empregou ao serviço do Messias germinado na sua casa” A Liturgia, ao recordar que foram confiados “à solícita guarda de São José, na aurora dos novos tempos, os mistérios da salvação”, esclarece também que ele “foi constituído por Deus chefe da sua Família, para que, servo fiel e prudente, guardasse com paterna solicitude o seu Filho unigênito”. O Papa Leão XIII realça a sublimidade desta missão: “Ele entre todos, impõe-se pela sua sublime dignidade, dado que, por disposição divina, foi guardião e, na opinião dos homens, pai do Filho de Deus. Daí se seguia, portanto, que o Verbo de Deus fosse submisso a José, lhe obedecesse e lhe prestasse aquela honra e aquela reverência, que os filhos devem aos próprios pais” (Redemptoris custos 8).

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