São José, pai na sombra. (Ele veio habitar entre nós! #10)

CONHECENDO A PESSOA, A MISSÃO E A ESPIRITUALIDADE DE SÃO JOSÉ, por Padre José Antônio Bertolin, Oblato de São José.

10º dia – São José, pai na sombra

São José teve o seu coração preparado e plasmado pelo Espírito Santo para que pudesse fazer as vezes do Pai Celeste aqui na terra em relação a Jesus e por isso ele é a sombra do Pai representando a pessoa de Deus ao Filho Salvador Jesus

Buscando o crescimento espiritual: Como São José foi a sombra de Deus Pai na vida de Jesus por meio de seu amor, de seu carinho e afeto; me empenharei em fazer com que eu seja uma sombra de amor, de carinho e de atenção para a vida dos meus irmãos e irmãs

  • São João de Cartagena citando a frase de Provérbios 6,27: “Pode alguém carregar o fogo sem queimar a própria roupa?”, afirma que “José trazia em seu peito o fogo, isto é, Cristo. Aliás, infinitas vezes o tocou com suas mãos, trocou as suas roupas, vestiu-o, abraçou-o, beijou-o e certamente ardia em si de maneira fortíssima a chama do seu amor”. Em virtude disso, o Papa Francisco nos ensina a importância dos exemplos desse grande colaborador de Deus na ordem da nossa redenção que “soube amar de maneira extraordinariamente livre e nunca se colocou a si mesmo no centro; soube descentralizar-se, colocar Maria e Jesus no centro da sua vida”.
  • Rezemos: Glorioso São José, eu vos peço, pelo coração paterno que Deus vos deu e pelo amor filial que Jesus teve por vós, de acompanhar-me na minha santificação. Sendo meu guia, meu pai e modelo. Tornai-me humilde, enchei-me do espírito de oração e fazei-me que eu ame de modo generoso a Jesus e a Maria, a fim de que, imitando as vossas virtudes eu atinja a felicidade dos eleitos. Amém.
  • Leitura: O escritor polonês Jan Dobraczyński, no seu livro “A Sombra do Pai”, narrou a vida de São José em forma de romance. Com a sugestiva imagem da sombra, apresentou a figura de José, que foi para Jesus, a sombra na terra do Pai celeste, pois guardou-O, protegeu-O e seguiu os seus passos sem nunca se afastar d’Ele. “Lembra o que Moisés dizia a Israel: ´Neste deserto (…) vistes o Senhor, vosso Deus, conduzir-vos como um pai conduz o seu filho, durante toda a caminhada que fizeste até chegar a este lugar´ (Dt 1, 31). Assim José exerceu a paternidade durante toda a sua vida. A felicidade de José não se situava na lógica do sacrifício de si mesmo, mas na lógica do dom de si mesmo. Naquele homem, nunca se nota frustração, mas apenas confiança. O seu silêncio persistente não inclui lamentações, mas sempre gestos concretos de confiança. O mundo precisa de pais, rejeita os dominadores, isto é, rejeita quem quer usar a posse do outro para preencher o seu próprio vazio; rejeita aqueles que confundem autoridade com autoritarismo, serviço com servilismo, confronto com opressão, caridade com assistencialismo, força com destruição” (Carta apostólica Patris corde 7)

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