São José, o pai na ternura. (Ele veio habitar entre nós! #05)

CONHECENDO A PESSOA, A MISSÃO E A ESPIRITUALIDADE DE SÃO JOSÉ, por Padre José Antônio Bertolin, Oblato de São José.

5º dia – São José, o pai na ternura

Dia após dia, José via Jesus crescer “em sabedoria,  em estatura e em graça, diante de Deus e dos homens”. Como o Senhor fez com Israel, assim ele ensinou Jesus a andar, segurando-O pela mão (Patris corde)

Buscando o crescimento espiritual: São José manifestou profundos gestos de ternura e amor por Jesus e Maria; assim eu a seu exemplo, buscarei ser dócil, amável e bondoso, sempre tratando todas as pessoas com ternura e amabilidade

  • “Jesus viu a ternura de Deus em José”, afirma o Papa Francisco na Patris corde. A nossa consagração a São José nos levará a conhecer e a buscar em nossa vida  a atitude de profunda de amabilidade, de ternura, de bondade, de afabilidade, de doçura, de delicadeza e de brandura que José teve por Jesus e Maria. Nesse mundo tão conturbado, egoísta e pouco afeito a relacionamentos saudáveis, essa é uma virtude essencial para o cristão, pois hoje mais do nunca é necessária uma revolução da ternura. Jesus como homem experimentou a ternura de Deus graças a São José que acompanhou o caminho do seu crescimento “em sabedoria, em estatura e em graça, diante de Deus e dos homens (Lc 2, 52), e o “ensinou a andar segurando-o pela mão, e era para ele como o pai que levanta o filho e o coloca junto ao seu rosto”(Patris corde, 2).
  • A dimensão bonita da ternura de São José implicava para ele estar perto, muito próximo de Jesus e de sua esposa, e isto ele o fez em todos os momentos do exercício de seu ministério, desde quando executou a vontade de Deus ao ouvir o comunicado do anjo “José, filho de Davi, não temas receber Maria como tua mulher, pois o que nela foi gerado, vem do Espírito Santo” (Mt1,20), e perpassou pelos vários acontecimentos descritos pelos evangelistas Mateus e Lucas (recenseamento, nascimento de Jesus, apresentação, resgate, circuncisão, imposição do nome, fuga e volta do Egito, peregrinação a Jerusalém e vida em Nazaré no âmbito de sua família e em sua carpintaria).
  • A ternura expressa por São José era, sim, o seu olhar doce e sereno para Jesus e Maria, assim como para as pessoas com as quais ele convivia e tecia relações de negócios em sua carpintaria ou na cidade de Nazaré, e era, portanto, também os seus exemplos de ternura compartilhada com todos.  Para o Papa Francisco, a ternura é a “beleza de sentir-se amado por Deus e a beleza de amar em nome de Deus”, por isso, nos gestos de ternura de São José para com Jesus, com Maria e com as pessoas no seu relacionamento social eram expressos o amor concreto de Deus. Esta  a forma concreta de José amar e de aquecer os corações das pessoas.
  • Não devemos nos esquecer deque todas as vezes que acariciamos alguém com a mão, com o coração, com o olhar, com um sorriso, com alguma palavra, somos instrumentos de Deus para fazer aos outros experimentarem a ternura do próprio Deus, e foi isso que Jesus experimentou de seu pai José. O exemplo de São José deve fazer com que o Jesus que seguimos e amamos continue agindo por meio de nós como José que abraçava, tocava, afagava, beijava, alimentava, a fim de podermos curar os corações feridos, os desanimados e os desesperançosos, com a ternura de Deus.
  • Rezemos: São José, que tivestes a singular tarefa de amar com coração de pai e de educar para a vida, Jesus, o Filho de Deus feito homem, protegei-nos dos perigos e das tentações sedutoras do mundo, mantenha-nos firmes na fé e orientai a nossa vida para o bem e para a caridade em favor de todos.
  • Leitura: Dia após dia, José via Jesus crescer «em sabedoria, em estatura e em graça, diante de Deus e dos homens» (Lc 2, 52). Como o Senhor fez com Israel, assim José ensinou Jesus a andar, segurando-O pela mão: José era para Ele como o pai que levanta o filho contra o seu rosto, inclinava-se para Ele a fim de Lhe dar de comer (Os 11, 3-4). Jesus viu a ternura de Deus em José: “Como um pai se compadece dos filhos, assim o Senhor Se compadece dos que O temem” (Sl 103). Com certeza José terá ouvido ressoar na sinagoga, durante a oração dos Salmos, que o Deus de Israel é um Deus de ternura, que é bom para com todos e “a sua ternura repassa todas as suas obras” (Sl 145) (Carta apostólica Patris corde).

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