São José, o justíssimo. (Ele veio habitar entre nós! #21)

CONHECENDO A PESSOA, A MISSÃO E A ESPIRITUALIDADE DE SÃO JOSÉ, por Padre José Antônio Bertolin, Oblato de São José.

21º dia – São José, o justíssimo

São José homem justo, ou seja, bom, ótimo; irrepreensível que se apresenta no grau de homem perfeito, de modelo de toda virtude, de santo.

Buscando o crescimento espiritual: São José, homem justo que teve um coração puro e reto nas suas intenções; buscarei suas inspirações para ser uma pessoa correta e fiel em todas as minhas intenções para com Deus e com os irmãos

  • São José era um homem justo e toda a sua justiça está fundamentada na afirmação do evangelista Mateus: “José, seu esposo, era justo…” (Mt 1,19), ou seja, uma ótima pessoa; uma pessoa irrepreensível que se apresenta diante de nós no grau de homem perfeito, de modelo de  toda virtude, de santo Em suma,  a justiça de José não é simplesmente algo que deriva da observância escrupulosa dos mandamentos de Deus, mas a justiça que é uma busca contínua e integral da vontade divina, aceita com plena obediência. Para São João Crisóstomo o justo é aquele que é dotado de todas as virtudes, o que espelha o que era José. O conceito de justo no Antigo Testamento é o mesmo que o Novo Testamento expressa para a palavra “Santo”. “Justo é aquele que tem um coração puro e reto nas intenções; é aquele que na sua conduta observa todas as coisas prescritas a respeito de Deus, do próximo e de si mesmo” (J Dheilly).
  • A palavra “justo” tem um valor muito grande. A esse respeito Santo Alberto Magno comenta que “São José foi um homem perfeito, no que se refere à justiça, à constância da sua fé, à temperança, à virtude da sua castidade, à prudência, à excelência da sua discrição, à fortaleza e pela energia da sua ação”. Portanto, encontramos no guarda do Redentor as virtudes em excelente grau. É importante sublinhar que diante de sua grande perplexidade face a gravidez de Maria, José nunca deixou pairar qualquer dúvida quanto à santidade dela, e isso é expressão de sua justiça.
  • A justiça designa a vontade firme que inclina a pessoa para dar a cada um o que lhe é devido. Aristóteles a denomina de a mais insigne de todas das virtudes (praeclarissima virtutum). José rendeu a Deus a honra que lhe é devida, pois foi fiel observador da lei de Moisés, cumpriu os ritos em relação ao menino Jesus, frequentou como bom judeu as sinagogas e não deixou de ir à Jerusalém por ocasião da Páscoa. Ser justo no contexto bíblico vai muito além do significado de justiça que temos em nossas sociedades contemporâneas (qualidade de uma pessoa equânime, equitativo, imparcial ou razoável), ou apenas o ato de exprimir a ideia de alguém que é fiel, “que observa a lei”.
  • Rezemos: Lembrai-vos ó puríssimo esposo da Virgem Maria, meu amável protetor, São José, que jamais se ouviu dizer, que alguém tivesse invocado a vossa proteção ou implorado o vosso socorro e não fosse atendido. Com esta confiança eu me recomendo a vós, não desprezeis a minha súplica, mas dignai-vos acolhê-la piedosamente. Amém.
  • Leitura: São José recebeu do evangelista Mateus o título de justo: “José, seu esposo, era um homem justo” (Mt 1,19). Essa afirmação condensa a plenitude dos seus dons sobrenaturais que ele possuía, pois “justo” no sentido bíblico significa uma pessoa perfeita, revestida de todas as virtudes. Esta convicção foi sempre defendida pelo testemunho unânime dos Padres e dos diversos escritores sobre São José. Esta sua identidade de justo decorre da intrínseca exigência da própria natureza das virtudes, visto que estas são infusas com a graça e em grau proporcional à mesma. Ora, se para São José cabe o maior grau de graça e de santidade dentre os santos, da mesma forma devemos dizer sobre as virtudes que ele possuiu em grau perfeito. Decorre também da íntima ligação com as demais virtudes, pois todas elas são animadas pela caridade; ora, se como para São José se afirma a possessão da caridade em grau perfeito, assim se deduz nele a presença de todas as virtudes. Decorre ainda do extrínseco motivo da perfeição e do aumento das virtudes em sua pessoa, pois ele viveu uma vida de íntima união com Jesus e Maria. Ora, se a sua proximidade a eles foi tão relevante, é evidente que, da mesma forma, foi relevante a sua semelhança na graça e na manifestação da mesma, ou seja, nas virtudes. É ainda devido à ausência das paixões em sua vida, as quais não constituíram um obstáculo para o desenvolvimento das suas virtudes. Por fim, São José possuiu também, em grau altíssimo, as virtudes teologais, a começar com a primeira que é a fé, a qual é a firme adesão da inteligência às verdades ou aos mistérios sobrenaturais revelados por Deus. Ao aceitar o mistério da encarnação, José acreditou que o Filho de Deus se fez homem, que a sua concepção foi obra do Espírito Santo, que Maria, sua esposa, permaneceu virgem, que o filho dela seria o Redentor do mundo e que ele próprio devia prestar a sua colaboração no projeto de Deus (São José, aquele que exprimiu as perfeições de Deus na terra).

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