São José, o guardião do Redentor. (Ele veio habitar entre nós! #15)

CONHECENDO A PESSOA, A MISSÃO E A ESPIRITUALIDADE DE SÃO JOSÉ, por Padre José Antônio Bertolin, Oblato de São José.

15º dia – São José, o guardião do Redentor

São José foi constituído por Deus chefe da sua Família, para que, servo fiel e prudente,  guardasse com paterna solicitude o seu Filho unigênito (Rc 7)

Buscando o crescimento espiritual: Como São José foi o guarda do Redentor e teve um coração magnânimo para protege-lo das incidias de Herodes; me empenharei em ter um coração magnânimo por todos os desprotegidos nesta vida

  • O título, “guarda do Redentor” dado a São José é tomado da Exortação apostólica de João Paulo II. Logo no início dessa Exortação apostólica o Papa assim ensina: “Chamado a proteger o Redentor, “José fez como lhe ordenara o anjo do Senhor e recebeu a sua esposa” (Rc 1). Esse título dado a José, aponta para a sua presença indispensável na vida de Jesus. A sua função delegada por Deus dentro do plano da salvação foi a de assegurar a proteção paterna a Jesus com todas as exigências da paternidade, e assim ele foi colocado o mais próximo possível de Cristo juntamente com a sua esposa Maria. Portanto, José foi escolhido por Deus para servir diretamente a pessoa e a missão de Jesus mediante o exercício de sua paternidade. Ele dedicou-se com empenho jubiloso à educação de Jesus Cristo. Ele protegeu o menino e sua mãe da perseguição de Herodes; alimentou-o e vestiu o menino com cuidado e carinho de pai; ensinou-lhe a profissão de carpinteiro na sua oficina de Nazaré; deu-lhe a classificação de “filho do carpinteiro” e educou-o nas leis, na tradição do seu povo e na oração.
  • São José foi um privilegiado, porque, como afirmou São Bernardo: “O Senhor encontrou José, segundo o seu coração e lhe confiou com plena segurança o mais misterioso e sagrado segredo do seu coração. A ele desvelou a obscuridade e os segredos de sua sabedoria, concedendo-lhe conhecer o mistério desconhecido a todos os príncipes deste mundo. Aquilo que numerosos reis e profetas desejaram ver e não viram foi dado a conhecer a ele, José, que não apenas o viu e o ouviu, mas o carregou, o guiou nos seus passos, o abraçou, o beijou, o nutriu e cuidou dele”.
  • Na verdade, Deus entregou os seus dois maiores tesouros à guarda primorosa de São José; de fato, o Papa Pio IX dirá que Deus o elegeu como Príncipe de sua casa e guarda dos seus tesouros mais preciosos que foram Maria, sua esposa, e Jesus Cristo seu filho aqui na terra. Portanto, como ensina o Papa São João Paulo II: “José é aquele que Deus escolheu para ser o “coordenador do nascimento do Senhor”, aquele que tem o encargo de prover a inserção “ordenada” do Filho de Deus no mundo, mantendo o respeito pelas disposições divinas e pelas leis humanas. Toda a chamada vida “privada” ou “oculta” de Jesus foi confiada à sua guarda” (Rc 8).
  • Rezemos: São José, guardião de Jesus, fidelíssimo esposo de Maria e protetor das famílias, nós vos recebemos como pai de nossas famílias. Ensinai-me, São José, a amar, a rezar, a falar e a trabalhar, como tão bem ensinastes a Jesus. Vos peço especialmente pela salvação dos meus familiares, libertai-os, São José, das amarrar do inimigo e fazei-os servir a Deus como vós o servistes. Amém.
  • Leitura: A Liturgia, ao recordar que foram confiados “à solícita guarda de São José, na aurora dos novos tempos, os mistérios da salvação”(Missal Romano, Coleta da Solenidade de São José), esclarece também que ele “foi constituído por Deus chefe da sua Família, para que, servo fiel e prudente, guardasse com paterna solicitude o seu Filho unigênito” (Missal Romano, Prefácio da Solenidade de São José). O Papa Leão XIII realça a sublimidade desta sua missão com esse pensamento: “Ele entre todos, impõe-se pela sua sublime dignidade, dado que, por disposição divina, foi guardião e, na opinião dos homens, pai do Filho de Deus. Daí se seguia, portanto, que o Verbo de Deus fosse submisso a José, lhe obedecesse e lhe prestasse aquela honra e aquela reverência, que os filhos devem aos próprios pais” (Carta Enc. Quamquam pluries). E uma vez que não se pode conceber que a uma tarefa tão sublime não correspondessem as qualidades requeridas para a desempenhar adequadamente, importa reconhecer que José teve em relação a Jesus, “por especial dom do Céu, todo aquele amor natural e toda aquela solicitude afetuosa que o coração de um pai possa experimentar” (Redemptoris custos).

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