CONHECENDO A PESSOA, A MISSÃO E A ESPIRITUALIDADE DE SÃO JOSÉ, por Padre José Antônio Bertolin, Oblato de São José.
17º dia – São José, o desvelado defensor de Cristo
São José foi o protetor da Sagrada Família, cuidando e provendo para eles em todas as situações
Buscando o crescimento espiritual: São José foi o provedor da Sagrada Família e dedicou-se completamente em sua missão de pai e de esposo; seu exemplo me impulsiona no empenho de ser em minha família um provedor de sentimentos nobres a cada membro dela
- O Papa Leão XIII afirma que São José foi o legítimo defensor natural de Jesus, pois ele “tutelou com amor e contínua dedicação o divino Filho e proveu o sustento dele com seu trabalho, o afastou do perigo, conduziu-o salvo para fora da pátria e nos desafios das viagens, nas dificuldades do exílio foi-lhe companhia inseparável, assim como ajuda e conforto. Na invocação “Desvelado defensor de Cristo” (Christi defensor sedule), dada a José, temos a palavra “Sedulus”, do latim, que se traduz como atento, diligente, solícito, pronto. O defensor indica aquele que protege, que remove o perigo, e esse é o caso de José que não aparece em luta ou em oposição com ninguém.
- Para proteger Jesus, São José encontrou no Egito os desafios que exigiram dele a fortaleza e a determinação, visto que os estrangeiros eram concorrentes natos no Egito, e, por isso, ele teve que se submeter ao trabalho que lhe era oferecido, embora tivesse uma profissão. Ali ele não temia a pobreza, pois a sua tarefa era evitar a miséria para os seus dois bens mais preciosos. Bernardino de Bustis, religioso teólogo italiano, viu em São José o protetor não apenas da vida de Jesus, mas também da virgindade e da honra de sua esposa Maria.
- Como defensor de Jesus e de Maria no âmbito da Sagrada família, José continua sendo lá do céu o defensor da Igreja aqui na terra e por isso, o Papa Leão XIIII enfatizou que a missão de São José não terminou na terra, porque a sua autoridade de pai se estende por vontade de Deus para toda a Igreja, visto que a Sagrada Família contém “os inícios da Igreja nascente”. São José tem “sobre ela (Igreja) a autoridade igual àquela de um pai”. O seu título de defensor de Cristo continua para que ele agora cubra e defenda com seu patrocínio a Igreja de Deus”.
- Rezemos: Ó glorioso São José, pai do Salvador e esposo da Virgem Maria, concedei-me a graça de seguir o vosso exemplo de dedicação à causa de minha família; concedei-lhe sempre o pão de cada dia e a sabedoria para ela cumprir o plano de Deus e se tornar um instrumento de bênçãos para todas as pessoas.
- Leitura: Assim como São José foi o defensor da vida de Jesus, também o é da santa Igreja. João Paulo II explicita em sua Exortação apostólica Redemptoris custos os motivos da confiança da Igreja em São José, com as palavras do Papa Leão XIII: “As razões pelas quais o Bem-aventurado José deve ser considerado especial Patrono da Igreja, e a Igreja, por sua vez, deve esperar muitíssimo da sua proteção e do seu patrocínio, provêm principalmente do fato de ele ser esposo de Maria e pai putativo de Jesus… José foi a seu tempo legítimo e natural guarda, chefe e defensor da divina Família… É algo conveniente e sumamente digno para o Bem-aventurado José, portanto, que, de modo análogo àquele com que outrora costumava socorrer santamente, em todo e qualquer acontecimento, a Família de Nazaré, também agora cubra e defenda com o seu celeste patrocínio a Igreja de Cristo. (Redemptoris custos 28). A Encíclica Quamquam pluries do Papa Leão XIII, afirma que José foi o seu legítimo guardião e seu natural defensor, ele que cuidou com amor da sua esposa e do seu divino Filho, ele que providenciou a sustentação deles com seu trabalho, que os afastou do perigo e os levou salvos para fora da pátria, e nas dificuldades da viagem e do exílio foi para eles companheiro inseparável. Já o Papa João Paulo II defendeu que o patrocínio de São José “deve ser invocado e continua sempre a ser necessário à Igreja, não apenas para a defender dos perigos, que continuamente se levantam, mas também e sobretudo para a confortar no seu renovado empenho de evangelização do mundo e de levar por diante a nova evangelização dos países e nações “onde – como eu escrevia na Exortação Apostólica Christifideles Laici – a religião e a vida cristã foram em tempos tão prósperas”, mas “se encontram hoje submetidas a dura provação”. O Papa ainda insiste dizendo que no contexto em que vivemos temos numerosos e persistentes motivos para recomendar a São José a Igreja e cada homem (Redemptoris custos 29 e 31).